Contra a interrupção do tratamento, uma vigilância que sabe quem faltou: o MediRec leva à SES-RJ a experiência da rede municipal em tuberculose
Convidado para a Roda de Conversa da Secretaria de Estado de Saúde sobre adesão ao tratamento e combate à interrupção, o MediRec compartilhou o módulo de Vigilância em Tuberculose, em operação na rede municipal do Rio desde 2025.
Rio de Janeiro — A tuberculose é uma doença de tratamento longo, e é no tempo longo que a adesão se perde. Basta um paciente mudar de unidade, um exame não voltar, uma notificação não ser enviada — e o fio do acompanhamento se rompe. Combater a interrupção do tratamento é, antes de tudo, não perder de vista quem parou.
Foi esse o tema levado à mesa em 6 de agosto de 2026, quando o MediRec participou da Roda de Conversa “Iniciativas em relação à adesão ao tratamento e combate à interrupção”, promovida pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), no auditório da secretaria, no Rio Comprido. Das 8h30 às 16h, o encontro reuniu profissionais de saúde, gestores públicos, representantes da sociedade civil e parceiros estratégicos.
Convidado a compartilhar sua experiência, o MediRec não apresentou uma promessa, mas uma solução operacional — construída em coautoria com a Coordenação de Doenças Transmissíveis. O módulo de Vigilância em Tuberculose foi levado à mesa como um trabalho em construção conjunta: integra os sistemas que a rede já usa e sustenta a continuidade do cuidado para o maior número possível de profissionais envolvidos, respondendo aos muitos aspectos e ângulos dessa realidade. Na roda, o MediRec foi representado por Luana Moussallem e Tarek Nabaa.
Um caso, um dono
No módulo, cada caso de tuberculose tem um dono explícito, com papéis bem definidos entre agente comunitário de saúde, equipe técnica e gestão. Os resultados laboratoriais chegam com origem rastreável; os indicadores são lidos por coorte — acompanhando grupos de pacientes ao longo do tempo, e não apenas números soltos; e o envio ao SINAN segue um fluxo controlado, do registro à confirmação. O resultado é uma vigilância que sabe, a qualquer momento, quem está em tratamento, quem faltou e quem precisa de atenção agora.
Em vez de procurar o caso perdido depois que a interrupção já aconteceu, o sistema notifica antes: a equipe é avisada da falta, do exame atrasado e do retorno pendente enquanto ainda há tempo de agir. A adesão deixa de depender da memória de cada profissional e passa a ser uma responsabilidade visível e atribuída.
Uma peça de uma rede maior
O módulo não funciona isolado. Ele se apoia no mesmo alicerce que o MediRec oferece à rede municipal: uma única interface que reúne os sistemas que o profissional já usa — SISREG, SER, GAL, SISCAN, SINAN Rio, SINAN Online e eSUS, entre outros — para que o dado seja digitado uma vez e o contexto não se perca entre uma janela e outra. Para a tuberculose, isso significa que a notificação, o exame e o acompanhamento clínico deixam de morar em telas separadas e passam a contar a mesma história do paciente.
Em operação na Rede Municipal de Saúde do Rio de Janeiro desde janeiro de 2025, o MediRec hoje reúne:
Decisão humana e dados protegidos
A inteligência artificial do MediRec sugere prioridades e confere critérios e documentos, mas quem qualifica é o profissional — a decisão clínica permanece humana. Por lidar com dados de saúde, o MediRec opera como operador de dados sob a governança da rede: não possui interface voltada ao paciente, trata os dados apenas no âmbito do projeto e assegura sua devolução ou eliminação em até 30 dias após o término do contrato.
Sobre o MediRec
Desenvolvido pela 2BLP Futuro Ltda., o MediRec foi idealizado por Luana Moussallem, Matthias Hasler e Tarek Nabaa. Quatro princípios atravessam a plataforma: complementaridade, decisão humana sobre a IA, dados protegidos e autonomia da rede sobre a própria tecnologia. Concebido a partir da experiência prática no SUS, o MediRec segue um método simples: um problema concreto da assistência vira um fluxo, é testado em campo e só chega à rede depois de comprovar resultado numa unidade real.
Contato de imprensa
imprensa@2blp.com.brMateriais e informações adicionais mediante solicitação.
Sobre a 2BLP / MediRec
O MediRec é uma plataforma de orquestração da regulação clínica para secretarias municipais de saúde, desenvolvida pela 2BLP Futuro Ltda. e construída com os profissionais da rede. Em operação no Rio de Janeiro, integra-se aos sistemas públicos de saúde para organizar o fluxo de encaminhamentos.