Caso · Tuberculose

Conectando dados, acompanhando cada caso.

O papel da integração de informações no cuidado da tuberculose. O MediRec conecta os sistemas que a rede já usa — SINAN, GAL, SISREG, SIMC — e transforma dados dispersos em um caminho claro: da suspeita ao encerramento, com o paciente sempre à vista.

O caminho do paciente com TBda suspeita à cura
Suspeita Exame · GAL Notificação · SINAN Tratamento · TDO Cura
Orquestra GAL· SINAN· SISREG· SIMC· + Integrações
−50%encaminhamentos devolvidos
8–12 hdevolvidas por médico, por semana
1.286equipes em 247 unidades básicas
10.000+profissionais na rede do Rio

Resultados na rede municipal do Rio · Memorando S/SUBPAV nº 16/2026.

O problema

O cuidado não falha por falta de sistemas — mas pelas lacunas deixadas entre eles.

Entre um sistema e outro, o fluxo se rompe. E é nessas quebras que o paciente com tuberculose se perde.

Na origem

Requisição do GAL incompleta.

Na regulação

Encaminhamento no SISREG com risco mal atribuído.

No resultado

Exame alterado que ninguém vê.

No retorno

Contrarreferência que nunca volta.

“Suspeitei — e agora? O paciente entregou o escarro; o TRM ou o BAAR já saíram? E a cultura, que leva ~2 meses, será que se perde no caminho?”

Captar o paciente depois da suspeita e manter o seguimento depende hoje de o profissional se policiar o tempo todo — lembrar de atualizar o SINAN, conferir exames, seguir o cartão de TDO — em sistemas que não se falam. É aí que nascem a subnotificação, o abandono e a perda de seguimento.

A rotina hoje

A constelação do caos

A rede do Rio opera com 9 sistemas de informação distintos, cada um com lógica própria e sem integração nativa. Para acompanhar um único caso de tuberculose — notificar, pedir baciloscopia, regular o encaminhamento, rastrear contatos e monitorar o tratamento — o profissional transita por quase todos eles, à mão. A visão do paciente se fragmenta, o seguimento fica dependente de o profissional se lembrar, e o tempo de cuidado escoa nas telas.

Hoje · sem o MediRec
tudo, o tempo todo · ~450 idas e vindasSINAN RioSISAASITE TBIL-TBSIMCGALSISREGFicha BPEPNOTIFICAÇÃO & VIGILÂNCIALABORATÓRIOREGULAÇÃOATENÇÃO PRIMÁRIAO profissionaltudo, o tempo todo
Com o MediRec
pedido — uma vez por paciente ↓MediRec: 1 disparo por sistema ↓1 resultado por sistema ↑só os casos prioritários chegam a você ↑MediRecconsolida por paciente · prioriza o urgenterecebe ~225 · entrega ~23 prioritáriosresto em fila (sem urgência)SINAN RioSISAASITE TBIL-TBSIMCGALSISREGFicha BPEPNOTIFICAÇÃO & VIGILÂNCIALABORATÓRIOREGULAÇÃOATENÇÃO PRIMÁRIAO profissionalsó ~10% chegam a você

Hoje, o profissional lida direto com todos os sistemas — pedidos e resultados, de ida e volta, multiplicados a cada paciente. Com o MediRec, os sistemas alimentam uma só camada, que consolida por paciente e mostra ao profissional só o que é prioritário.

SINAN Rio — Notificação de casos de TB e de agravos de notificação compulsória.
GAL — Exames laboratoriais: baciloscopia, cultura e resultados (GAL, CientificaLab, DASA).
SISREG — Encaminhamentos, regulação e internação eletiva na rede.
SIMC — Coinfecção TB/HIV e monitoramento de casos de dupla carga.
SISAA — Gestão do auxílio-alimentação dos pacientes em tratamento.
Ficha B — Acompanhamento do caso pelo agente comunitário de saúde.
SITE TB — Esquemas especiais de tratamento da tuberculose.
IL-TB — Infecção latente e tratamento preventivo.
PEP — Prontuário eletrônico do paciente: o registro clínico do atendimento.
Sobrecarga burocrática. Múltiplos logins e lógicas diferentes roubam tempo do atendimento.
Fragmentação de dados. O mesmo dado é redigitado; a visão longitudinal se perde entre telas.
Comunicação informal. WhatsApp, planilhas e papel substituem o registro oficial e apagam o rastro.

A proposta

O MediRec não substitui nenhuma base. Ele orquestra as que já existem.

ConectaReúne SINAN, GAL, SISREG e as demais bases da TB num fluxo só — e preenche onde não há sistema.
AnalisaCruza as bases, encontra inconsistências e mostra o que precisa de atenção.
CoordenaMantém equipes, unidades e processos em movimento em torno do mesmo caso.

Como funciona

Uma camada sobre o que já existe

Você acabou de ver essa camada em ação. Por baixo, ela não substitui nenhum sistema — organiza o que a rede já usa, em três níveis.

O que o profissional vê Visão Longitudinal

A interface do profissional, exibindo o caminho claro e priorizado do paciente.

entrega a visão única
A camada MediRec Motor de Integração · MediRec & GDPP

Unindo dados de vigilância e laboratórios em um só lugar.

orquestra e unifica
O que já existe As Fontes Oficiais

Mantêm-se como a origem oficial da informação.

SINAN RioGALSISREGSIMCSISAASITE TBIL-TB

Os três pilares

Do dado disperso à ação certana entrada, no percurso e na decisão.

Em cada caso de tuberculose, o dado vira conduta — antes que a lacuna vire abandono.

01
Na entrada

Solicitação Inteligente

O profissional é guiado a qualificar a requisição antes que o erro aconteça.

Sem o MediRec
Cadastro manual Inconsistência de dados Descarte · atraso no diagnóstico
Com o MediRec
Cadastro guiado Algoritmos do MS Requisição válida Diagnóstico oportuno
02
No percurso

Vigilância Ativa

A vigilância é ativa, não reativa: o MediRec cruza bases para detectar inconsistências e apontar situações que precisam de acompanhamento antes que virem interrupção de tratamento ou perda de seguimento.

Retratamento sem cultura. Usuário em retratamento que não realizou cultura — investigar de imediato para descartar resistência.
Interrupção sem retomada. Caso de interrupção sem registro de retomada no sistema — risco direto de abandono.
Resistência sem notificação. Resistência à rifampicina identificada no laboratório, mas sem registro no SINAN.
HIV sem TARV. Coinfecção TB/HIV sem registro de uso de antirretroviral — vulnerabilidade crítica não sinalizada.
Transferência não finalizada. Transferência dentro do município iniciada, mas não concluída — lacuna no acompanhamento.
Exames não registrados. Exames disponíveis no GAL e não lançados no SINAN — vigilância incompleta.
→ Alerta de intervenção disparado antes de virar abandono

Na prática, a TB resistente (TBDR) deixa de aparecer só quando a cultura é revista lá pelo quinto mês — o cruzamento antecipa a suspeita de resistência e a conduta, em vez de esperar o resultado se perder no caminho.

03
Na decisão

Conduta Guiada

Protocolos saem do papel e operam ativamente no fluxo de trabalho. Os protocolos ganham vida.

1

O profissional insere a descrição clínica.

2

O MediRec avalia critérios de inclusão e exclusão (SISREG).

3

O sistema sugere a conduta clínica ideal no momento da decisão.

Exemplo · Escarro induzido no SISREG

Paciente de 29 anos, tosse seca e febre persistentes há ~3 semanas, sem melhora clínica. Solicita-se escarro induzido para investigação diagnóstica.

Situação: pendente regulação
Alerta gerado pelo MediRec

Solicitação inválida: não atende aos critérios de referência. Para ser válida — incapacidade de expectoração espontânea (ou escarro de baixa qualidade), suspeita clínica e, idealmente, alterações radiológicas sugestivas de TB pulmonar.

Os protocolos ganham vida: saem do lugar de “documentos pouco consultados” e passam a fazer parte efetiva do trabalho.

O MediRec na prática

Na tuberculose, ninguém cai no vão

O cruzamento de bases da seção anterior vira uma fila de trabalho: o painel mostra quem precisa de atenção — antes de virar abandono ou perda de seguimento. E a equipe age do próprio painel.

MediRec · Vigilância da tuberculose demo
128casos em tratamento
9prioritários
4sem cultura de controle
2interrupções sem retomada
MARIA S. · DEMORetratamento sem cultura de controle registrada
PrioritárioInvestigar
JOÃO P. · DEMOTratamento interrompido — sem retomada há 12 dias
Risco de abandonoBusca ativa
ANA R. · DEMOResistência à rifampicina no GAL, sem registro no SINAN
NotificarNotificar
PEDRO L. · DEMOCoinfecção TB/HIV sem TARV registrada
PrioritárioAcionar
CARLA M. · DEMOBaciloscopia de controle em dia · próxima em 21 dias
Em dia

Ilustração esquemática da interface — dados fictícios.

Equipe e território

Transformando dados em InformAÇÃO

A ponte definitiva entre a equipe técnica e o território — no lugar do WhatsApp de corredor e da Ficha B em papel.

1Equipe técnica

Identifica a necessidade de TDO ou baciloscopia de controle.

2MediRec

Tarefa oficial criada com todo o contexto clínico.

3ACS

Recebe a solicitação estruturada.

4ACS

Executa e responde no mesmo ambiente.

O ciclo se fecha: a resposta do ACS volta à equipe no mesmo ambiente — tudo rastreável, num só fluxo.
No lugar de: WhatsApp de corredor Ficha B em papel

O que muda

Resultados que voltam para o cuidado

Redução de erros

Menos solicitações devolvidas no SISREG e menos inconformidades no GAL. A real necessidade do exame é qualificada, e o usuário chega ao especialista sem idas e vindas.

Comunicação integrada

Fim dos instrumentos paralelos — livro de amostras, planilhas de duplicados, WhatsApp solto. O módulo Tarefas vira a ponte oficial entre a equipe técnica e o ACS.

Rastreabilidade total

Registro completo do itinerário terapêutico na rede, identificando pacientes com exames pendentes e situações que exigem intervenção imediata da equipe.

Tempo clínico ganho

O tempo recuperado volta para o que importa: identificação de novos casos, grupos de adesão ao tratamento e busca ativa de faltosos. Mais tempo para cuidar.

A jornada

De um piloto a toda a rede

Da primeira unidade à rede municipal, sempre pelo mesmo princípio: complementar o que já existe.

Jan 2025

O marco zero

Piloto na CF Vila do João (AP 3.1), nascido das necessidades reais da ESF com o SISREG.

Jul 2025

A grande escala

Ampliação oficial para todo o município.

Nov 2025

Expansão de escopo

Customização para outras doenças crônicas transmissíveis.

2026

Cobertura total

1.286 equipes em 247 unidades básicas, nas nove áreas programáticas do município — com integrações ativas e novas em implantação.

Fonte: Memorando S/SUBPAV nº 16/2026.

O sentido de tudo

Devolvendo tempo ao cuidado.

Aumento da oportunidade de diagnóstico.
Redução drástica nas perdas de seguimento.
Avaliação qualificada de contatos e infecção latente.
Diálogo inter-níveis contínuo e sem perda de contexto.

“Reunir e integrar os dados não basta — precisamos transformá-los em ação. É isso que temos feito: InformAÇÃO.”

O MediRec permite que a rede enxergue o paciente com tuberculose em tempo quase real. A tecnologia a serviço da vida.