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Ampliação na AP 3.1 é concluída dentro do cronograma

Concluída em setembro de 2025, a ampliação integrou as 224 equipes da AP 3.1 - TEIAS/Manguinhos, percorrida unidade a unidade com o apoio da Coordenação de Área Programática.

Em setembro de 2025, o MediRec concluiu a ampliação na Área Programática 3.1 - TEIAS/Manguinhos — a área com o maior número de equipes do município à época, gerida pela organização social Viva Rio —, integrando as 224 equipes da área. Todo o processo foi realizado dentro do prazo previsto.

Unidade por unidade, com o apoio da CAP

A escolha da AP 3.1 como primeira área partiu da própria Superintendência da Atenção Primária (SAP). Fiel à abordagem definida em conjunto com a SAP, a equipe percorreu os serviços unidade por unidade. A Coordenação de Área Programática (CAP) colocou seus recursos à disposição para viabilizar as visitas em campo — incluindo carros e motoristas —, o que permitiu chegar a cada unidade e conduzir a implantação no contexto real de cada serviço.

Capacitação das equipes

A ampliação foi acompanhada de um programa de capacitação presencial voltado a todos os perfis que operam a rede: médicos, enfermeiros, reguladores, responsáveis técnicos (RT médico e RT de enfermagem), agentes comunitários de saúde e gerentes de unidade. Os treinamentos foram conduzidos em formato prático, mão na massa: em vez de apresentações expositivas, cada participante utilizava o MediRec em tempo real enquanto a equipe demonstrava os fluxos, de modo que o aprendizado acontecesse diretamente sobre as tarefas do dia a dia.

Os encontros também serviram para resolver, na hora, questões de acesso e de login dos participantes, garantindo que cada profissional saísse da capacitação com o sistema plenamente operacional. Foram, ainda, uma oportunidade de escutar quem está na ponta: as observações das equipes alimentam a melhoria contínua do MediRec, permitindo adequá-lo cada vez melhor à realidade de cada unidade e área.

O aprendizado para as próximas áreas

Em todas as unidades, a recepção foi muito positiva: as equipes acolheram a ferramenta com engajamento, e as observações colhidas em campo já orientam os próximos aprimoramentos do sistema. Ao mesmo tempo, ter começado justamente pela maior AP do município deixou evidente o limite da abordagem unidade a unidade como primeiro passo de ampliação: percorrer cada serviço individualmente consumiu tempo demais diante da escala do que ainda faltava cobrir. A experiência deixou uma pergunta em aberto — como conduzir as demais áreas sem repetir esse custo de tempo.

Decisão humana e dados protegidos

A inteligência artificial do MediRec sugere prioridades e confere critérios e documentos, mas quem qualifica é o profissional — a decisão clínica permanece humana. Por lidar com dados de saúde, o MediRec opera como operador de dados sob a governança da rede: não possui interface voltada ao paciente, trata os dados apenas no âmbito do projeto e assegura sua devolução ou eliminação em até 30 dias após o término do contrato.

Sobre o MediRec

Desenvolvido pela 2BLP Futuro Ltda., o MediRec foi idealizado por Luana Moussallem, Matthias Hasler e Tarek Nabaa. Quatro princípios atravessam a plataforma: complementaridade, decisão humana sobre a IA, dados protegidos e autonomia da rede sobre a própria tecnologia. Concebido a partir da experiência prática no SUS, o MediRec segue um método simples: um problema concreto da assistência vira um fluxo, é testado em campo e só chega à rede depois de comprovar resultado numa unidade real.

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Sobre a 2BLP / MediRec

O MediRec é uma plataforma de orquestração da regulação clínica para secretarias municipais de saúde, desenvolvida pela 2BLP Futuro Ltda. e construída com os profissionais da rede. Em operação no Rio de Janeiro, integra-se aos sistemas públicos de saúde para organizar o fluxo de encaminhamentos.